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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

"Que seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu"


Quisera esbravejar com seu gosto ácido de raiva burguesa.
Usando de sua força modelada na salas de malhação,
prendera contra a parede, usando do antebraço, 
o pescoço do jovem bandido.

Seu sentido de justiça burguesa, onde se tem os louros 
somente por aquilo que se faz, o segara; transformando
um jovem que também quer consumir, em escória
da humanidade.

Por isso, a angustia de toda a sua vida margeada 
às belas coisas da sociedade de consumo, fê-lo
empunhar o canivete; sem que o burguês enraivecido 
por haver perdido... um relógio, percebesse.

Mas, sentiu a fria lâmina a perfurar seu estômago!
Ao primeiro golpe, uma dor profunda absorve 
o que lhe era de belo nos olhos, pois, entre o medos
colecionados, o de cortes avulsos em sua pele, era
o pior! 

Sucumbira, pois! 

Depois de tantos desesperados golpes,
caíra ao chão como a um grosso tronco
de árvore que é desmatado ilegalmente. 



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