"Que seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu"
Quisera esbravejar com seu gosto ácido de raiva burguesa.
Usando de sua força modelada na salas de malhação,
prendera contra a parede, usando do antebraço,
o pescoço do jovem bandido.
Seu sentido de justiça burguesa, onde se tem os louros
somente por aquilo que se faz, o segara; transformando
um jovem que também quer consumir, em escória
da humanidade.
Por isso, a angustia de toda a sua vida margeada
às belas coisas da sociedade de consumo, fê-lo
empunhar o canivete; sem que o burguês enraivecido
por haver perdido... um relógio, percebesse.
Mas, sentiu a fria lâmina a perfurar seu estômago!
Ao primeiro golpe, uma dor profunda absorve
o que lhe era de belo nos olhos, pois, entre o medos
colecionados, o de cortes avulsos em sua pele, era
o pior!
Sucumbira, pois!
Depois de tantos desesperados golpes,
caíra ao chão como a um grosso tronco
de árvore que é desmatado ilegalmente.